A Inteligência Artificial (IA) é a tecnologia que sempre chama atenção, devido ao potencial da ferramenta, que influenciou também a motelaria. Ao longo da manhã do dia 12 de agosto, no 37º Encatho & Exprotel, Vinícius Roveda apresentou o case da Rede Drops, que teve seu backoffice revolucionada em seis meses com o uso da IA.
O especialista destacou como a transição do ensino tradicional para a criação de um ecossistema de soluções unificou relatórios de marketing e dados de PMS, permitindo medir com precisão a conversão de clientes walk-in e simplificar cálculos operacionais complexos para os gestores do setor.
Para contornar o preconceito e as barreiras de adoção na ponta da operação, o palestrante enfatizou a importância de criar interfaces extremamente intuitivas. Ele defendeu que a tecnologia precisa se adaptar à rotina das equipes operacionais, como camareiras e auxiliares de manutenção, integrando-se a canais cotidianos como o WhatsApp. “Se a gente deixar muito intuitivo, a gente quebra essa barreira. O desafio veio do gestor: como é que eu vou deixar esse agente tão intuitivo que a pessoa nem vai questionar se quer o novo?”, pontuou Roveda durante a apresentação.
Outro ponto central exposto foi a necessidade de estabelecer regras claras de governança e limitação de acessos para evitar que alucinações da IA comprometam a integridade dos bancos de dados das empresas. Roveda explicou que a inteligência deve operar sob parâmetros rígidos e auditáveis, com agentes específicos para cada nível de alteração no sistema. “Não adianta nada querer automatizar a bagunça. Cada sistema precisa de um dono, alguém que entenda do produto e viva o problema, porque a IA não pode alucinar; ela tem que trabalhar dentro do que você entrega de dados”, alertou.
Encerrando a palestra, foi detalhado o stack de ferramentas que viabilizou a transformação digital na empresa, utilizando soluções como Claude, Supabase e GitHub para criar um ambiente seguro, escalável e mensurável. Roveda defendeu que a nova competência da liderança é gerenciar agentes virtuais de forma estratégica, liberando tempo das equipes humanas para decisões críticas. “Publicado não é pronto. Toda ferramenta é viva, você precisa medir quanto custava a atividade antes para saber se gera resultado, colocar o MVP para rodar e testar todos os dias”, concluiu.
