
Encerrando a programação técnica do 37º Encatho & Exprotel, a CEO da Rede Tauá de Hotéis, Lizete Ribeiro, comandou a última palestra do evento com o painel “Sorriso como modelo de negócios: o jeito Tauá de fazer o hóspede querer voltar”. Diante de um auditório lotado para o encerramento da grande maratona do setor hoteleiro, a executiva destacou como o grupo familiar, que começou há 40 anos em um sítio em Caeté e na história de superação de seu pai, Seu João, transformou-se em uma referência nacional em hotelaria de lazer. A trajetória serve como prova de que a hospitalidade transcende a infraestrutura física, mostrando que em quatro décadas “o Tauá nunca vendeu uma diária, uma piscina e um centro de convenções, mas sim tempo e conexões humanas”, disse Lizete.
Durante a apresentação, Lizete enfatizou que o segredo do crescimento do Tauá está na cultura de valorização humana e na centralidade do afeto dentro do ambiente corporativo, guiada pela busca constante por evolução. “No Tauá é muito forte o poder do incômodo. Nos incomoda como podemos fazer melhor. Estamos em obras há 40 anos e não vejo isso parar pelos próximos 100 anos“, pontuou a executiva sobre a mentalidade que rege a empresa. Ela relembrou o início intuitivo dos pais, em que “ele era sonhador e ela era gestora”, e ressaltou que, mesmo antes dos conceitos modernos de gestão, a prioridade sempre foi o encantamento do cliente: “Não tinha essas palavras: missão, visão, etc. A gente tinha o instinto“.
Um dos pontos altos do painel foi o detalhamento de como o grupo conseguiu transformar o sorriso característico da marca em método, métrica e medidor de desempenho replicável. A palestrante detalhou como métricas como o Felicidômetro, programas da UniSorriso e o Banco da Felicidade ajudam a manter o menor índice de turnover do setor no país. A estratégia baseia-se na premissa de que o encantamento do hóspede é o reflexo direto de um time acolhido e engajado, pois “sem gente feliz não tem negócio“ e “a coisa mais importante dessa empresa não são as paredes, não são os clientes. A coisa mais importante dessa empresa são os emocionadores. E a nossa função ali dentro é cuidar deles“.
O painel foi finalizado sob aplausos calorosos, marcando o encerramento com chave de ouro dos debates de inovação e gestão promovidos no 37º Encatho & Exprotel. A fala de Lizete reforçou que hospitalidade não é exclusividade dos hotéis, mas uma estratégia ampla de mercado aplicável a qualquer segmento comercial, unindo sensibilidade humana à sustentabilidade financeira, já que “toda empresa do mundo veio para dar lucro“. Ao aliar inteligência operacional e genuína gestão de pessoas, a palestra deixou uma lição marcante para o mercado catarinense e nacional: no final das contas, “só gente feliz faz gente feliz“, e a preferência do cliente sempre será conquistada de pessoa para pessoa.
